Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 09/07/2020

Desde que a pandemia e as medidas de isolamento social começaram, houve um aumento no número de violência doméstica.  O convívio intenso, nesse momento de muita ansiedade e tensão, tem piorado os casos. Muitas mulheres, tem dificuldade de identificar as agressões psicológicas, que podem levar as agressões físicas e até ao feminicídio.

Além disso, isolada dentro de casa, a vitima fica refém do agressor e impedida de fazer um boletim de ocorrência na delegacia. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve um aumento de 43,1% em relatos de brigas de casal por vizinhos em redes sociais entre fevereiro e abril deste ano. Segundo outra pesquisa realizada junto a órgãos de segurança de 12 estados do pais, casos de feminicídio aumentaram 22,2% de março para abril, enquanto houve queda no boletins de ocorrência em casos de agressão e violência sexual.

Ainda mais, boa parte das mulheres têm dificuldade inclusive de reconhecer que estão em uma relação abusiva. Então o mais importante é reconhecer os sinais, comportamento controlador por parte do parceiro, grosseria, frustração com expectativas irreais em relação à parceira, crueldade não apenas em relação à mulher, mas também a outras pessoas e hipersensibilidade, em que tudo ofende o parceiro, são sinais de alerta. E durante a quarentena, não permitindo a comunicação com amigos e familiares também é considerado como violência.

Portanto, tendo em vista as medidas de isolamento social que podem levar a um aumento exponencial da violência contra mulheres. Por isso, as mulheres devem avisar a familiares e amigos antes mesmo de começar as agressões. O governo deveria criar abrigos para acolher mulheres que sofrem abuso. Vizinhos com  história de que “em briga de homem e mulher ninguém mete a colher” deve ser deixada de lado e denunciar imediatamente. Assim acabando com um problema que não está presente só na quarentena, mas no dia a dia de várias mulheres.