Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/07/2020

A ONU inícios os seus esforços para combater a violência doméstica na década de 50, com a criação da Comissão de Status da Mulher. Entretanto, a violência doméstica permanece presente no dias atuais, primordialmente direcionado as mulheres. Hodiernamente, o contexto de pandemia da Covid-19 tem intensificado a violência de gênero: apenas no estado de São Paulo, a polícia militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência. Isso deve ser freado. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.

Em uma primeira análise cabe pontuar, que violência contra a mulheres está intimamente relacionada com a visão histórica das mulheres, como propriedade e a um papel de subserviência de gênero. Podemos ver exemplos na lei romana, que deu aos homens o direito de castigar suas esposas, até a morte, ou na queima de bruxas, e também no common law inglês do século XVIII, que permitia a um homem punir sua esposa usando uma vara. Regra está que prevaleceu na Inglaterra e na América até o final do século XIX.

Em consequência disso, temos que segundo a OMS, 70% das mulheres já foram vítimas de violência física ou sexual por parte de um parceiro íntimo. Com a vinda da pandemia os casos de feminicídio cresceram 22% em 12 estados, o fato que explica esse aumento esta ligado a conivência mais próxima do agressor, que pode facilmente impedi-las de se dirigir ou se comunicar, a um local que preste socorro.

Destarte, para amenizar os impactos da violência doméstica na sociedade, o Estado deve tornar mais rígidas as leis de proteção a mulher, ademais criar campanhas com o intuito de incentivar a denúncia dos agressores, além de palestras nas escolas para conscientizar as crianças e jovens, em parceria com o MEC. tais medidas seriam eficientes para construirmos uma sociedade com menor taxa de violência doméstica.