Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/07/2020

O filme “o Limite da Traição” conta a história de Grace, uma mulher que estava solteira e encontra um rapaz o qual se apaixona. esse homem vai conquistando-a até que se casem e, junto com o casamento, vem as agressões psicológicas, envolvendo traições, assim como, xingamentos, roubos e compras feitas no nome de sua esposa. Trazendo para a realidade, inúmeras mulheres durante a quarentena têm passado por violências domésticas, tais como psicológicas e físicas, aumentando, cada vez mais, os casos. Com base desse viés, é de suma importância analisar o porquê do aumento desses casos e por quais motivos as vítimas muitas vezes aceitam essa situação e continuam com esses parceiros.

Em primeira análise, segundo a filósofa Simone Beauvoir, ninguém nasce mulher, se torna uma  —quando — por sua vez, as mulheres passam por diversos problemas só pelo fato de serem do gênero feminino e, assim, acabam precisando lutar para que tenham seus direitos aceitos e respeitados pela sociedade. Atualmente, inúmeras mulheres têm sofrido com agressões físicas, verbais e psicológicas através de seus parceiros pelo fato de estarem confinados na mesma casa durante a quarentena, aumentando cada vez mais as cobranças, desentendimentos, desconfianças pelo uso excessivo do aparelho celular, por exemplo, e infelizmente, perdendo sua liberdade e acarretando cada vez mais o aumento dos casos de violência doméstica durante o confinamento.

Em segunda análise, De acordo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), houve aumento de mais de 50% nos números de denúncias de violência doméstica desde que a quarentena começou; quando as vítimas, por diversas vezes, sustentam seu relacionamento com o agressor por situações familiares, quando envolvidas filhos ou dependência financeira, por exemplo. Além disso, muitas mulheres não conseguem identificar os abusos psicológicos, chegando até a culparem a si mesmas por coisas cotidianas como, estarem no celular ou até mesmo por falarem com uma amiga uma vez ou outra, quando não contido o conhecimento necessário sobre o assunto.

Destarte, faz-se mister que o Ministério da mulher e Direitos Humanos, reforcem cada vez mais as formas de punições dos agressores perante a lei, aumentando o tempo penal e de serviços sociais visando a segurança dessas mulheres durante a quarentena. Ademais, o Ministério da saúde junto com os meios midiáticos façam a veiculação de comerciais voltados para esses tipos de agressões domésticas, com dados e cenas ilustrativas para que elas possam identificar se passam pelas mesmas situações e denunciarem; com a finalidade de que não haja mais Graces pelo mundo.