Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 04/07/2020
A segurança da casa dela
A quarentena vem mudando completamente o cotidiano das pessoas e intensificando a convivência entre familiares, o que pode gerar tensões e conflitos em casa. Além disso, a pandemia que alastrou o mundo trouxe diversos problemas como no sistema de saúde e na politica do Brasil, fazendo com que a questão de violência doméstica seja deixada de lado, o que não pode ocorrer, porque a vida de mulheres também está em risco.
De acordo com a Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Além disso, o isolamento social, os impactos mentais causados pela quarentena e o aumento do consumo excessivo de álcool, as agressões aumentaram drasticamente. A Polícia Militar registrou um aumento de 44,9 % no antedimento de mulheres vítimas de violência e o total de socorros passou de 6775 para 9817 somente em São Paulo, segundo uma matéria da Uol.
A fim de ajudar a combater esse grave problema, foi criada a campanha “Sinal Vermelho”, em que a vítima pode denunciar discretamente a violência em farmácias, a partir de um ‘x’ vermelho desenhado na mão. O atendente ou farmacêutico chama a mulher em um canto para pegar telefone ou endereço e pode acionar a polícia. Contudo, apesar de campanhas terem sido criadas e ajuda oferecida, o próprio Governo não colabora. Entre 2015 e 2019 o orçamento da Secretaria da Mulher diminuiu de R$ 119 milhões e aumentou 68% nos casos de violência reportados de acordo com o site da Câmara dos Deputados.
Tendo em vista que o governo não está disposto a ajudar a lutar contra a violência domestica, os próprios cidadãos deveriam tomar ações. Criando campanhas online e aplicativos que expliquem como identificar e denunciar esse tipo de relacionamento abusivo, com o suporte de psicólogos e profissionais para acompanhar e orientar os casos, com o objetivo de fazer essas vitimas pararem de sofrer. Tais atitudes devem ser tomadas urgentemente porque a casa deve ser um local seguro e não onde mulheres devem temer serem violentadas.