Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 04/07/2020

O machismo não é de hoje e, por isso, se torna o problema mais grave enfrentado pelas mulheres. A visão dos homens que o sexo feminino é submisso e dependente, só traz mais marcas e traumas para vida de senhoras e senhoritas por não concordarem com um pedido do marido ou companheiro. Agora, com a necessidade de permanecer em casa devido a pandemia do Corona vírus, só fez os números de violências aumentarem em razão do estresse pela falta de dinheiro, por conta do desemprego, e ansiedade causada pela experiência claustrofóbica que muitas famílias e casais estão passando nesse período.

Segundo o IBGE, a taxa de desempregados aumentou 12,2%, sendo possível crescer para 14,2% até o fim de 2020. A necessidade da busca por emprego e a falta de dinheiro faz com que o ser humano se estresse, passando a comprometer o estado emocional e se abalando por tudo ou “qualquer coisa”. Com a convivência 24 horas dos casais em casa, eleva o número de discussões e desentendimentos por questão, por exemplo, de um não valorizar o esforço do outro, o que é prejudicial para a estabilidade dos consortes e um abalo significativo dos indicadores de violência que cresceu 40%, dado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humano.

Imediatamente ligado ao estresse, o compromisso de permanecer em casa e a falta de informações sobre o término da quarentena, aumenta os índices de ansiedade e transtornos que são capazes de levar o indivíduo a praticar a violência com quem está ao seu lado na residência devido aos sentimentos e emoções estarem aflorados, segundo o pesquisador em saúde mental, Roberto Albuquerque. Tratando-se então de uma fuga de escape, a violência, que precisa ser prontamente combatida, contra o sexo oposto pode ser causada por qualquer abalo emocional e machista, descontando toda a irritação acumulada na esposa ou companheira.

A lei Maria da penha para garantir a segurança e saúde psicológica de mulheres, visa impor uma punição adequada aos responsáveis pela agressão doméstica e o controle dos atos de violência verbal, física e sexual contra as mulheres.

Por tanto, para diminuir as incidências de violência contra as mulheres nesse período de pandemia e garantindo uma vida tranquila e saudável, é importante que a delegacia da mulher promova a criação de um aplicativo ou discagem rápida com a ajuda de investimentos de ONGs e do governo para que esse grupo de risco possa entrar em contato com a polícia de forma rápida e eficiente. Assim, qualquer ameaça a vida e dignidade contra essas mulheres, o acesso rápido ao pedido de socorro pode ser prontamente acionado e garantindo a punição adequada ao agressor.