Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 05/07/2020

Na série de televisão, The Walking Dead, o cabelo curto de uma das personagens do elenco principal, Carol, sempre foi um reflexo de seu passado problemático, onde passou por relações abusivas. A personagem explica que cortou seu cabelo para impedir que seu falecido marido abusivo, o agarrasse para agredi-la quando tentasse correr. De maneira análoga à história fictícia, a violência doméstica no Brasil é um problema evidente e o número de casos aumentaram gradativamente desde o inicio da pandemia do novo coronavirus. Desse modo, vale avaliar quais aspectos corroboram para essa problemática.

Em primeiro plano, é válido analisar que em decorrência do isolamento social, as famílias permanecem reunidas diariamente e esta circunstância pode gerar conflitos e discussões. Somado a isso, em períodos turbulentos como este, a saúde mental da população é drasticamente afetada. Dessa forma, pode contribuir ainda mais para que a violência familiar seja uma barreira a ser enfrentada.

Conforme o Mapa da Violência de 2015, organizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flascso), o Brasil é o 5° país que mais mata mulheres no mundo. Este fato reflete diretamente no receio sofrido pelas mulheres em denunciar agressões domésticas, visto que em alguns casos elas são ameaçadas de morte frequentemente. Em síntese, a impunidade dos agressores é um fator determinante na continuidade desta adversidade.

Diante dos fatos citados faz-se necessário atitudes para resolução do impasse, de modo que, as autoridades em conjunto com o ministério da segurança, como medida paliativa, devem promover projetos incentivadores de denúncias de agressões por meio da garantia de proteção a vítimas sob ameaças. Ademais o ministério da justiça deve investigar casos suspeitos e investir em punições mais rígidas e eficazes. Em resumo, o problema seria resolvido de maneira justa e eficiente.