Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 09/07/2020
Um acontecimento horrível. Esse é o modo como podemos definir o aumento da violência doméstica na quarentena, uma vez que o fato prejudica a saúde mental e física das mulheres, além de alargar a quantidade de ciclos abusivos, os quais são extremamente difíceis de fugir, principalmente, com a limitação de sair de casa que a quarentena impõem, pois diminuem os modos delas pedirem ajuda. Ademais, os principais problemas são: o crescimento do convívio entre o agressor e a vítima, e obstáculo de não conseguir denunciar por conta do alto controle do abusador nessa época.
De acordo com Albert Einstein, “ toda ação gera uma reação”. Desse modo, o aumento da interação entre o agressor e a vítima causado pela quarentena acaba alargando a violência doméstica, já que a mulher está confinada, não consegue fugir e os dois estão estressados por ficarem muito tempo em casa. Outrossim, existe a estrutura machista que ajuda ainda mais a ocorrência desse ato, visto que boa parte dos homens acreditam que podem violentar a mulher apenas por a considerar inferior e que se ela não fizer o que ele quiser isso seria um motivo para atacá-la tanto verbalmente quanto fisicamente. Um exemplo disso são os áudios de violência doméstica publicados pela polícia de santa catarina, os quais mostram vários ataques antes da quarentena e depois dela a situação só piorou. Paralelamente, há .o alto controle exercido pelo abusador, o qual aumenta na quarentena, uma vez que ele não sai de casa e pode monitorar quase todos os movimentos da vítima, o que dificulta ainda mais a denunciá-lo, pois ela precisa de um modo imperceptível de fazer isso. Segundo a médica e professora Claudia Leite de Moraes, do Instituto de Medicina Social, “O maior tempo de convívio com os agressores, que passam a ter maior controle e poder sobre a vítima, e a redução do contato com a rede psicossocial de apoio individual e coletivo, como amigos, família, trabalho e escolas, também aumentam o risco de violência”, o que ratifica as informações supracitadas.
Portanto, o ministério da mulher, da família e dos direitos humanos deve ampliar os modos de delatar a violência doméstica por meio de parcerias com sites muito acessados na internet, os quais disponibilizarão uma parte discreta para esse tipo de acusação, com a finalidade de facilitar a denúncia por parte da mulher. Sendo assim, a agressão sofrida por elas poderá diminuir.