Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 06/07/2020
O filósofo Friedrich Schiller certa vez mencionou a frase " A violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa". Tal pensamento não convém de acordo com o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena. Isso acontece devido ao contato excessivo no lar e à dificuldade das vítimas de denunciarem seu agressor.
Em primeira análise, é verossímil levar em consideração a convivência abundante no período de pandemia. Isso ocorre devido a demasiadas pessoas estarem trabalhando em casa e convivendo o dia inteiro com seus cônjuges. Consequentemente, as chances de uma agressão doméstica são inúmeras vezes maiores. Essa situação pode ser comprovada pelos dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que revelaram que houve aumento de mais de 50% no número de denúncias desde que o isolamento começou.
Em segunda análise, é plausível ressaltar a recusa em denunciar agressores. Isso advém, pois, há muitas pessoas submissas à seus companheiros. Como consequência, mesmo que estejam sofrendo constantemente, acham que não conseguem viver sem seus parceiros. Essa situação se agrava na quarentena, pois devido à crise na economia e na saúde as vítimas acreditam que sair das situações de padecimento em que se encontram será pior. Prova disso é o livro “Amar ou depender?”, de Walter Riso, que aborda a maleficência da dependência afetiva.
Desse modo, fica evidente o quão intenso é o problema do aumento da violência doméstica no isolamento social. É necessária, portanto, uma ação da mídia, como principal difusora de informações, que deve transmitir e divulgar incentivos à denúncia, mostrando a consequência do silêncio, em alguns casos ele pode levar à morte, com a finalidade de evitar o aumento das agressões. Somadas essas mediadas será possível abolir, em parte, a problemática.