Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 07/07/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a persistência da violência contra a mulher, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Assim, a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela falta de segurança, seja pela valorização sobre as mulheres. Nesse sentindo, as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade devem ser analisadas.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, no Brasil, a falta de segurança, rompe essa harmonia. Tendo em vista que os casos de violência vem aumentando cada vez mais. De acordo com os dados do Ministério da Mulher, a quantidade de denuncias contra violência a mulher recebidas no canal 180 subiu em 40%.

Outrossim, destaca-se a falta de valorização sobre elas como impulsionador do problema. As mulheres têm assumido cada vez mais postos de trabalho, funções diretivas e papéis de influência na sociedade, no entanto, o machismo ainda é presente. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que nem todas as figuras femininas do Brasil tem acessos à apoios para sua própria segurança. Observa-se também que muitas das que sofrem violência têm medo de procurar a justiça. Logo, com isso, milhares de mulheres são mortas por ano.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, a sociedade em si deve criar novos modos de apoio de acesso para as mulheres de todas as classes, promovendo, assim, a segurança. É de extrema importância que sejam criados meios de ensinamentos de defesas a favor das mulheres. Logo o ministério da educação (MEC), deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate contra a violência, a fim de que tecidos sociais se desprenda de certos tabus para que não vivam a realidade das sombras, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas.