Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 08/07/2020
Desde que as medidas de isolamento social, para quem pode ficar em casa, entraram em vigor, um triste e grande número começou a subir nas estatísticas, e não de casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Foram o de denúncias de violência doméstica. Confinadas dentro de casa, as mulheres são duplamente ameaçadas: por um vírus potencialmente letal e por pessoas violentas de seu próprio convívio doméstico.
Segundo especialistas, a convivência intensa, a tensão do momento e o próprio isolamento social, longe de parentes e amigos, contribui para que o número de casos de violência doméstica, que normalmente é acontecido com mulheres, aumentem ou piorem. Mas os casos notificados ainda estão bem abaixo da realidade, muitas vezes por medo de denunciar seu agressor. Infelizmente, a sociedade nos dias de hoje ainda é extremamente machista e patriarcal que culpabiliza a mulher pela agressão, pelo fim de uma relação, especialmente se envolver filhos, o que desestimula essa mulher a denunciar.
Outro ponto a se destacar é que, além do aumento dos casos de violência contra a mulher, a pandemia do Covid-19 e suas consequências sociais também acabam por dificultar a fuga da mulher em situação de violência. Isso decorre principalmente da restrição de serviços e ausência de contato da vítima com o mundo externo.
Para o número de violência doméstica diminuir, é necessário que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos facilite o acesso de serviços para ajudar as pessoas a denunciarem, com isso, mais pessoas vão conseguir denunciar e o número de casos de agressão vai diminuir.