Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 09/07/2020
É notório que, segundo relato do Fórum Brasileiro de Segurança Pública(FBSP), desde o começo do isolamento social, os casos de violência doméstica cresceram consideravelmente. Esse pé um fato preocupante que precisa ser debatido, no intuito de descobrir a melhor e mais eficaz forma de diminuir as ocorrências e de ajudar as vítimas. Sabendo disso, é importante perceber a causa do aumento desses casos e refletir sobre as estratégias de apoio à vítima, já adotadas.
A priori, é importante observar que o governo da China registrou um grande aumento no número de divórcios depois que o isolamento social foi interrompido. Isso aconteceu porque, junto com a maior convivência, também surgem mais conflitos e divergências, o que soma com a incerteza e insegurança do momento, as quais desequilibram a mente das pessoas. Dessa forma, o mesmo princípio se aplica aos casos de violência doméstica, o que explica o aumento desses na pandemia, pois o agressor pode se tornar mais obsessivo devido à instabilidade emocional e a vítima tem menos possibilidades de fuga.
Outro aspecto a ser percebido é que muitas estratégias para ajudar essas vítimas têm sido adotadas. A Magazine Luiza, por exemplo, proporcionou uma seção em seu site para denunciar a violência doméstica de forma discreta e sem levantar suspeitas do agressor. Além disso, algumas farmácias promoveram uma campanha, em que o agredido pode desenhar um xis em sua palma e mostrar ao atendente, o qual chamará ajuda policial. Essas ações são extremamente importantes, pois elas podem acabar com o duro sofrimento que essas pessoas passam em suas própria casas, em situações que nunca deveriam acontecer. Por isso, esses movimentos devem ser intensificados e amplamente divulgados.
Portanto, conclui-se que medidas contra a violência doméstica devem ser rapidamente intensificadas, tendo em consideração que os casos têm aumentado na quarentena. Com esse intuito, o Ministério da Saúde deve proporcionar acompanhamento psicológico para pessoas que tiverem emocionalmente desequilibradas e que ofereçam perigo a si próprias e aos outros, o qual seria concedido por meio de consultas online. Além disso, o Ministério de Direitos Humanos deve investir na implementação, na diversificação e na ampla divulgação das estratégias de combate a essa violência, de modo que as vítimas tenham muitas formas seguras de pedir ajuda. Desse modo, com o apoio desse órgão, diversas lojas e empresas devem seguir o exemplo da Magalu e possibilitar a denúncia online e diversos estabelecimentos, como super mercados, devem aderir ao movimento das farmácias citadas. Quem sabe, dessa forma, as diversas vítimas possam ser socorridas e tenham uma vida sem agressão em seus lares.