Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 09/07/2020
A violência contra mulheres já era um problema antes da pandemia do covid-19, mas com o isolamento social, as mulheres tiveram a sua segurança mais vulnerável, devido ao cenário atual, onde as mesmas encontram-se convivendo forçadamente com seus parceiros violentos. Devido ao convívio excessivo, há uma maior dificuldade das mulheres procurarem ajuda ou ligar para o 190 a fim de fazer uma denúncia contra o agressor, provocando um aumentando da violência doméstica.
Primeiramente, muitas mulheres se submetem a certas situações por diversos fatores que estão conectados, como por exemplo: a questão da restrição financeira e a dificuldade de deslocamento que impedem muitas mulheres de saírem de determinado ambiente de brutalidade, por não terem para onde ir ou por não ficarem seguras com seus parentes. Porem isso gera consequências afetando a família, as crianças que crescem num ambiente hostil, observando sua mãe ser violentada ao longo de sua vida, poderá aderir a esse tipo de comportamento, e consequentemente ser também um adulto agressivo, podendo causar traumas para algumas.
Segundamente, convém destacar que o cenário de violência não é um acontecimento atual e sim algo que já acontece a muito tempo, e é viável que a origem do aumento de casos venham de ações já presenciadas mesmo antes do isolamento, pelo fato de seus companheiros praticarem um comportamento agressivo e agora com o aumento de tempo nos lares, a intensificação dessa ação vem a ser mais recorrente. Neste contexto, vem se criando algumas campanhas para combater a violência doméstica enquanto nos encontramos em quarentena, como a campanha do “Sinal Vermelho” na mão. Portanto, é preciso que nós como cidadãos de bens, fiquemos atentos aos sinais desses acontecimentos agressivos para que se crie um plano de segurança. A mulher deve estar preparada para lidar com a situação sem provocar um alerta no agressor, buscando assim uma rede de apoio. A construção de planos de segurança, por parte dos órgãos públicos, planejados como um amparo para as vítimas é fundamental para um escapamento de agressões, mas deve ser feito de forma organizada e amparada já os serviços essenciais devem funcionar e atender as mulheres mesmo neste período de isolamento.