Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 10/07/2020
A violência doméstica principalmente contra as mulheres é um problema que vem ocorrendo ao longo dos anos, diferentemente de outros tipos de violência e discriminações o preconceito ao feminino é um problema que transcende gerações desde de a sociedades Gregas e romanas, isso é algo muito evidente e que deixa marcas ao longo da história. Atualmente devido a pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo onde as pessoas tiveram que manter um período de quarentena, vitimas mais vulneráveis a agressões domésticas se tornaram alvos fáceis desses agressores. Isso se evidencia não só pelo aumento crescente de casos como também pela cultura de dominação do mais forte sobre o mais fraco.
Em primeiro lugar, pode-se perceber que o Brasil já apresentava autos índices de violência doméstica antes da epidemia mundial, mas com o confinamento das pessoas as mulheres foram obrigadas a compartilharem um mesmo espaço por mais tempo com os seus agressores. De acordo com TJRJ houve um aumento de mais de 50% dos casos desde que o isolamento se iniciou, visto que as mulheres não estão mais com convívio com parentes e amigos o que contribui para o aumento dessa violência. Isso é um fato inaceitável em uma sociedade promulgadora da constituição federal de 1988 que afirma que todos os cidadãos são iguais perante a lei, no entanto esse e outros tipos de preconceitos e violência continuam ocorrendo com frequência.
Aliado a isso, percebe-se que existe uma cultura ainda muito presente em nossa sociedade que é a da dominação daquele que possui mais poder para o que não o possui, essa cultura é muito presente nas atitudes machistas desenvolvidas de maneira mais evidente durante este período. De acordo com o jornal O Globo essas violências realizadas por esses agressores também ocorrem de formas psicológicas envolvendo muitas vezes inclusive os filhos, e as mulheres vitimas desse machismo temendo pela criança muitas vezes acabam não denunciando o que evidencia como essa cultura de exploração agride o psicológico de muitas mulheres. Um fato inadmissível em um país que se diz conhecer os direito humanos uma das pautas defendidas pela ONU.
Com isso, é notório que medidas precisam ser tomadas para que esses fatos não voltem a se repetir, visto que a violência em paráfrase com a frase do papa João Paulo II destrói toda a liberdade do ser humano, para tanto o ministério da mulher deveria avaliar os casos de violência domestica para assim as mulheres vitimas dessa agressão pudessem ser encorajadas a denunciarem os casos sabendo que iriam ser assistidas por esse ministério e que a seus agressores seriam instituídas leis mais severas quanto a esse tipo de agressão para que isso não se repita com nenhuma outra mulher.