Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 14/07/2020
O aumento de casos de violência doméstica durante a quarentena vem sendo um tema de diversos debates durante os últimos meses, prejudicando uma grande quantidade de mulheres mundialmente e que acaba se tornando uma ocorrência inadmissível para a atual situação.
A priori, é necessário compreender o conceito da violência doméstica, o qual atinge milhares de pessoas, tanto mulheres quanto homens. Apesar da maioria das pessoas pensarem primeiramente em agressão física ao ouvirem falar sobre a violência doméstica, elas, na verdade, podem surgir de várias outras formas, assim como psicológica, sexual, patrimonial e moral. Mesmo com grandes indícios deste problema, a maioria das vítimas preferem calar-se por receio e medo do agressor.
Sob esta perspectiva, é possível a percepção no aumento de casos de violência domésticas durante a quarentena, principalmente em São Paulo, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará. Apenas no estado de São Paulo, no dia 24 de março, foi registrado um aumento de aproximadamente 45%, de acordo com a polícia militar e o número de socorros prestados passou de 6775 para 9817, havendo um aumento também em casos de feminicídios. Segundo o site UOL, o isolamento está contribuindo cada vez mais para estes casos, devido a uma maior convivência com familiares ou inimigos das vítimas, aumentando assim as tensões.
À luz disso, diversas campanhas estão sendo criadas durante este período de isolamento, baseadas em outras já existentes antes mesmo da atual situação. Em estados como o Espírito Santo, grandes redes como Pague Menos, Santa Lúcia, Pacheco e Drogasil aderiram a campanha ‘Sinal Vermelho’, onde a vítima faz um “X” na mão, para que o atendente comunique a polícia discretamente, estimulando assim as denúncias de violência doméstica.
Nesse espectro, é possível notar a necessidades de rápida mudanças por parte do governo, através do Ministério da Educação, educando crianças e adolescentes desde cedo, para que haja uma maior conscientização, e tomando medidas mais rígidas para agressores. A população por sua vez, parentes, amigos, vizinhos e até mesmo desconhecidos, devem prestar atenção em indícios de violência, comunicar autoridades e compartilhar contatos para denúncias, assim como o número 180, Central de Atendimento à Mulher.