Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 12/07/2020
Com o advento da pandemia todos foram obrigados a fazerem o isolamento social. Como não bastasse, o estresse, a ansiedade as incertezas decorridas do isolamento, as mulheres são as principais vítimas dentro do seu próprio lar. E, com o confinamento a maioria não conseguem denunciar. Sendo assim, obrigadas a sofrerem caladas as agressões.
Diante disso, as famílias ficam num convívio 24h por dia. As tarefas domésticas, aulas remotas dos filhos, o desemprego, a sobrecarga, tanto do homem quanto da mulher, desencadeou uma falta de paciência e sobretudo um descontrole emocional. Como não bastasse o aumento do uso do álcool e drogas tem intensificado as brigas e as agressões dentro dos lares.
De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos as denúncias cresceram em relação ao ano passado. Mas mesmo assim, ainda o Departamento de Polícia percebeu que houve uma certa diminuição nesse sentido, pois as vítimas ficam impedidas de valerem os seus direitos por causa do isolamento social. Esse é um fator muito preocupante dos órgãos de segurança, a maioria das vítimas não conseguem realizar as ocorrências por elas estarem cativas ao seu opressor sem condições de pedir ajuda.
Infelizmente, esse padrão de comportamento contra as mulheres não e apenas no Brasil. Na maioria dos países o aumente de denúncias e violência contra a mulher vem sendo notificado cada vez mais. Portanto, os orgãos de segurança e a ONU pede mais atenção a população. Os vizinhos e familiares devem ficar atentos a qualquer mudança de atitude ou até mesmo barulho estranho na casa do vizinho. Vários lojas online, empresas, sites trazem formas discretas da vítima pedir ajuda, podendo através destes, serem informado locais onde possam encontrar o agressor. A vítima poderá conversar com um atendente, supostamente fazendo uma simples compra e em contrapartida realizar a denúncia. Esses códigos e essas campanhas têm facilitado o pedido de socorro dessas mulheres agredidas durante a pandemia. E assim segue o movimento de alerta #isolada,simsozinhanão.