Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 13/07/2020
O isolamento social intensifica a convivência entre os familiares, o que pode aumentar a tensões. O contexto de apreensão, incertezas e adversidades impostas pela pandemia, além do consumo excessivo de álcool nesse período pode resultar no aumento de agressões contra mulheres e crianças assim como o numero de assédios contra familiares. Desde que a quarentena começou, o mundo tem assistido uma escalada no caso de agressões a mulheres dentro de suas casas. As mulheres idosas também estão em um cenário arriscado, uma vez que, muitas são agredidas pelos filhos adultos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou a fazer um apelo, no começo de abril, pedindo que os governos protejam as mulheres e as crianças.
São Paulo registrou que em março foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência, contra 1.934 do mês anterior; o número de prisões em flagrante de casos de violência doméstica subiram de 177, em fevereiro, para 268, em março com esse aumento o estado começou a pensar em medidas contra esses casos de violência.
Medidas para o enfrentamento da questão estão sendo tratadas na Alesp. Uma delas é o projeto de lei 246/2019, de autoria do deputado Tenente Coimbra (PSL). O PL prevê a criação de um aplicativo gratuito para smartphones através do qual mulheres que se sentirem ameaçadas por qualquer tipo de violência poderão acionar o Botão de Socorro e registrar a ocorrência assim como a campanha ‘sinal vermelho’ que permite mulheres vítimas de violência doméstica procurem ajuda em farmácias A vítima pode usar uma caneta ou um batom vermelho para marcar um ‘X’ na palma da mão, para que o atendente ou farmacêutico, acione a polícia.