Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 14/07/2020
O perigo do isolamento social
Devido à pandemia de Covid-19 inúmeros países adotaram o isolamento social, inclusive o Brasil, visando diminuir a contaminação em massa pelo vírus, e evitar o colapso do sistema público de saúde. No entanto, tal iniciativa contribuiu para o aumento no número de casos de violência doméstica no país, já que a vítima não consegue pedir ajuda ou procurar por condições melhores, além do aumento das tensões em relação aos problemas financeiros.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, “a casa é o ambiente mais perigoso para as mulheres”; em tempos de isolamento social, tal local se torna ainda mais arriscado para elas, por estarem convivendo constantemente com seus agressores e não conseguirem pedir ajuda para outras pessoas ou procurar por condições de vida melhor. Assim, nota-se um aumento de 45% no número de atendimentos da Polícia Militar a mulheres que sofrem violência por seus parceiros ou familiares.
Ademais, segundo fontes do IBGE a pandemia fez com que 1 milhão de brasileiros perdessem o emprego em maio, fato que aliado aos problemas do recebimento do Auxílio Emergencial promovem o aumento da tensão e transtornos nos lares na extensão do país. Esse nervosismo e descontentamento torna os indivíduos mais agressivos e raivosos, que descontam em suas companheiras, e aumentando assim, os casos de violência contra mulher.
Desse modo, de acordo com os fatos acima mencionados, evidencia-se o problema do isolamento social no Brasil: o aumento da violência doméstica. Em meio a incertezas quanto ao retorno da vida usual, o Governo Federal, aliado aos governadores dos estados devem criar uma plataforma que envie mensagens automáticas para cada mulher com questionamentos básicos sobre saúde e segurança durante esses tempos. Tal recurso ajuda a monitorar os casos, tirando-as da zona de risco, além de facilitar na apreensão dos agressores, aplicando-nos penas coerentes.