Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 13/07/2020
Todos os dias muitas mulheres são agredidas em casa, pelo marido, ou algum outro familiar. Na maioria das vezes, a minoria das mulheres denuncia seus agressores, por causa da falta de incentivo do governo, e das instituições a favor dos diretos das mulheres.
Felizmente várias campanhas como a do “sinal vermelho”, e os cartazes da prefeitura contagem, estão sendo feitas não só para ajudar a informar a população sobre esses ocorridos, mas também para incentivar as vítimas a denunciarem os praticantes desse ato repugnante. Pois os agressores muitas das vezes não tem uma justificativa muito clara do motivo de cometerem tais atos. Por estarem embriagados, ou por motivos mais bestas.
Durante essa pandemia do Covid-19, segundo uma pesquisa realizada pelo FBSP, a taxa de ocorrências de violência contra a mulher aumentou nos estados de São Paulo, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará, em comparação ao mesmo período em 2019. Só em São Paulo, a Polícia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento de mulheres vítimas dessa violência, o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817.
A mídia de telejornal dá muito foco as mais privilegiadas mulheres que conseguem denunciar seus agressores e que não sofrem mais nas mãos deles, mas e a população que não possui esse privilégio? Muitas mulheres não conseguem denunciar, pois não existe delegacia em sua cidade, ou tem medo de denunciar e acabar sendo pega pelo agressor (consequentemente ser agredidas mais sofridamente por terem explanado os violentadores), entre outros.
Para que possa amenizar-se esse crime, serão necessários algumas medidas como, a punição mais severa a quem não cumprir a Lei Maria da Penha de n°11.340, a prioridade maior a esse tipo de crime e a vigilância mais severa à mulheres violentadas.