Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 13/07/2020
Em tempos de pandemia causados pelo vírus do COVID-19 foram intensificados problemas não só na saúde pública, mas também, no aumento dos casos de violência contra a mulher. Assim sendo, o Brasil marcado pelo patriarcalismo, faz com que o período de isolamento social se torne um impasse no cenário atual.
A priori, é imperioso destacar que, a violência doméstica está ligada à herança cultural portuguesa do século XVI. Isso porque, no período de colonização formou-se uma sociedade patriarcal. Esse panorama se evidencia, por exemplo, no Brasil que, por receber essas influências, oferece ainda hoje privilégios aos homens como figura de autoridade na família. Dessa forma, o que por um lado fortalece o patriarca, por outro, torna a mulher inferiorizada e sem direitos na família.
Outrossim, é importante salientar que o Brasil ocupa a quinta posição no ranking dos que mais matam mulheres no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Dessa maneira, pelo fato do isolamento fazer com que os cidadãos fiquem em casa, intensificaram as brigas, discussões, agressões e a violência doméstica contra às mulheres. Em vista disso, a Lei Maria da Penha, através de pesquisas, notou que 80% dos casos de violências são causadas pelos próprios parceiros, ou seja, maridos e namorados são os que mais agridem as mulheres, por ter esse fácil acesso causado pela quarentena ,na qual, elas ficam todo o tempo com os agressores.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para isso, o Ministério da Justiça deve criar um projeto de lei entregue à câmara dos deputados e por meio de reuniões criarem penas mais severas quanto aos agressores para que, as mulheres sejam amparadas pela lei. Ademais, é necessário que o Ministro da Cultura em parceria com os meios midiáticos, mostre as consequências que a sociedade patriarcal pode levar para as mulheres, pois, torna elas sem voz ativa nos relacionamentos. Desse modo, o Brasil será mais justo e igualitário.