Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/07/2020
De volta ao passado
O Dia Internacional da Mulher foi implementado no dia 8 de março, a partir de diversos protestos, greves e calamidades. Além disso, é importante frisar que os hábitos de subestimá-las não deixaram de existir no Brasil, apenas são omitidos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar que o isolamento social, causado pelo COVID-19, somado as ameaças constantes contra as mulheres, resultaram em um aumento de casos envolvendo violência doméstica em 2020.
De acordo com o Instituto Maria da Penha, o Fórum de Segurança Pública (FBSP), afirma que os números de ocorrências de violência contra a mulher aumentaram em 6 estados, sendo no Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Pará e São Paulo. Nesse último, 44,9% dos casos aumentaram no início do isolamento.
Faz-se mister ressaltar, que as situações já apresentadas em decorrência do vírus, como isolamento social, são gatilhos que desencadearam os conflitos domésticos, uma vez que a pequena interação entre o casal possibilitava mais maneiras do conflito ser evitado, permitindo diversas vezes a mulher de denunciar os eventos e pedir apoio. Com isso, cita-se a frase de Carl Jung: “Onde acaba o amor têm início o poder, violência e o terror.”
Conforme o exposto, infere-se a necessidade de o Governo, de o Estado e de as empresas com grandes influências, organizarem eventos, instituir datas e comemorações que visam à divulgação da valorização da mulher. Assim como, enfatizar a obediência do artigo 5° da Constituição Brasileira de 1988, onde afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Além disso, aprimorar as leis e suas penalidades, a fim de se tornarem mais burocráticas e danosas para o infrator. A partir dessas ações, espera-se que as famílias herdem as virtudes que beneficiam e encorajam o sexo feminino, ocorrendo uma queda nos índices de violência e machismo no âmbito social.