Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/07/2020

O número de casos de violência contra a mulher aumentou em São paulo durante a quarentena, medida adorada pelo governo para evitar a propagação do coronavírus. De acordo com o Núcleo de Gênero e o Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em um mês, houve o aumento de 30% dos casos.

De acordo com os dados, em março foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência, no mês anterior foram 1.934. As medidas protetivas são determinações que visam garantir a segurança das vítimas. Também foi verificado aumento no número de prisões em flagrante devido a casos de violência doméstica, em fevereiro foram registradas 177, já em março foram 268.

Durante o período de isolamento social, as Delegacias de Defesa da Mulher, a Casa da Mulher Brasileira e Centros de Acolhimento continuam funcionando. Segundo especialistas ouvidos pela G1, a quarentena é necessária, mas trás fatores que podem ocasionar o aumento dos casos de violência contra a mulher. Eles pedem para que as vítimas não deixem de buscar atendimento no serviço de saúde durante o período. “Muitas vezes a porta de entrada da violência contra as mulheres é o serviço de saúde, que está sobrecarregado, então, existe também um risco das mulheres não conseguirem ou acharem que não devem acessar o serviço de saúde. Isso para a violência, mas também para a saúde sexual reprodutiva, então, sim, a gente vai ter que deixar bem claro e os serviços têm que estar abertos, tem que estar funcionando”, disse a gerente de Projetos da ONU Mulheres para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres, Maria Carolina Ferracini.