Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/07/2020

Lei Maria da Penha, criada com o intuito de coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Contudo, embora exista uma legislação, os casos de violência doméstica aumentou durante a quarentena, provando, assim, que apenas com a criação de lei, sem a sua execução, não adianta nada. Assim, deve haver maior preocupação, seja pela falta de conhecimento das mulheres sobre denúncias, seja pela falta de execução de leis.

Em primeiro plano, urge analisar a falta de conhecimento de mulheres sobre a denúncia que podem fazer. De acordo com o site da Folha, 52% das mulheres agredidas não denunciam a polícia, pois, tem medo de ser julgada. Neste sentido, observa-se que a mulher tem seu papel na sociedade, desde a antiguidade, em que mulheres não se encaixavam no mercado de trabalho, apenas para cuidas da casa e criar filhos. Hoje a mulher está no mercado de trabalho, mas continua sendo vista como uma pessoa frágil e submissa.

Em segundo plano, analisa-se também a falta de execução de leis quanto a tais agressões. De acordo com o site Gazeta do Povo, as leis criadas são boas, mas sozinhas não conseguem cuidar de toda problemática envolvida. É preciso que haja capacitação, de profissionais da saúde, segurança, entre outros, para que identifique sinais de agressões e possam agir sem que haja uma denúncia direta da vítima aos centros de ajuda principalmente durante a pandemia, que o homem, geralmente, fica mais em casa, pelo fato de estar em isolamento.

Tendo em vista os argumentos citados acima, sobre o aumento de casos de violência doméstica durante a quarentena, afirma-se a necessidade de mudanças no país. Sendo assim, cabe ao Governo, por meio da Mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, criar propagandas que incentivem as mulheres a denunciarem os agressores, como o objetivo de poder ajuda-las da melhor forma.