Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 20/07/2020
O aumento agravante de casos de violência doméstica é evidente. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), houve um aumento considerável no número de denúncias desde o início da pandemia da Covid-19. Infelizmente, muitas mulheres estão confinadas em seus lares acompanhadas por seus parceiros violentos fisicamente, psicologicamente e sexualmente.
Uma prova de tal situação é, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, durante o período de isolamento social imposto pelo confinamento, a taxa de feminicídio teve um aumento de 22,2% em 12 estados do Brasil. No decorrer disso, muitas empresas ao redor do mundo estão criando ferramentas em apoio as mulheres que estão sendo vítimas desse ato. No Brasil, quem tomou a iniciativa foi a “Magazine Luiza” empresa varejos que tem um longo histórico de apoio as mulheres.
Entretanto, não são somente as mulheres que estão sendo vítimas do confinamento social. O aumento de casamentos infantis também cresceu durante a quarentena. Segundo a Organização Mundial de Saúde (ONU) o índice de casamento infantil era de 21,9% em 2019. Durante a pandemia, o número cresceu para 26%.
Percebe-se, pois, que a falta em investimento na segurança vai além das ruas. Por isso, o Governo Federal por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deveriam investir mais em novas Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em criar aplicativos que vão além do 180 e que o projeto englobe todas as classes sociais. Assim, poderíamos começar a planejar um futuro melhor.