Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/07/2020

Os casos de violência doméstica estão entre a sociedade desde seus primórdios, porém, com a quarentena, as notificações destes aumentaram assustadoramente. Normalmente ocorrendo por conta de tensões emocionais, algo que durante a quarentena está sendo frequente, podem levar desde sérios ferimentos até mortes. Mas há motivos do por quê os casos terem subido tanto, não ocorrendo apenas com um gênero ou em uma classe social específica.

Entre eles está o aumento do convívio entre as famílias, o quê aumenta as chances de discórdia, que resultam em brigas, que levam à agressão. Esta não têm como vítimas somente pessoas do sexo feminino, apesar de representarem sessenta por cento dos casos (segundo o Conselho Nacional de Justiça), mas também crianças e idosos, de qualquer classe social. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, os números subiram em março, dezoito por cento, em abril, vinte e oito por cento, e em junho, quarenta por cento.

Evidentemente, esses dados estão em constante aumento, por conta de, por exemplo, questões econômicas e desemprego, que estão sendo muito reportados durante a quarentena, ambos fatores que promovem tensão e nervosismo. Segundo a Folha de São Paulo, somente no primeiro trimestre desse ano, a taxa de desemprego aumentou em, aproximadamente, um milhão e duzentas mil pessoas e de acordo com a juíza do Tribunal do Justiça do Rio, Adriana Mello, no contexto do desemprego, ela afirma que existe mais ocorrência de violência doméstica.

Desse modo, para resolver e impedir os casos de violência doméstica já existentes, um auxílio à pessoas que sofrem essa situação deveria ser planejado, por parte das autoridades e de empresas ou comércios, através de símbolos que indiquem um pedido de socorro, como uma marcação específica na palma da mão. Já para prevenir a ocorrência de novos, os governos estaduais deveriam implementar programas nas escolas, os quais ensinariam os jovens à respeitar o próximo desde pequenos, independentemente da situação pela qual está passando. No quesito do desemprego, o governo deveria formular e esquematizar programas que facilitam a distribuição de empregos à população, assim já melhorando, consequentemente, a situação econômica das famílias que tinham pais ou mães desempregados.