Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 18/07/2020

A violência doméstica sempre foi um problema enfrentado no Brasil e que se intensificou no início da quarentena, tendo em vista que os familiares teriam que passar mais tempo juntos. Sendo assim, foram criados novos métodos para que a vítima possa solicitar ajuda para alguém, e essa inovação pode ajudar muitas pessoas, porém nem todas.

Com o novo coronavírus, muitos serviços começaram a ser realizados de forma remota e com a “webcam” ligada, por conseguinte, foi criado um código para que a mulher possa anunciar que estava sendo violentada, sem ao menos precisar falar nada, que é levantando a mão direita. Ou então, fazer um “X” com um batom ou uma caneta e se direcionar até a farmácia para que lá a policia seja acionada. E todos esses meios de transmissão de informação encorajam a vítima a denunciar e perceber que não está sozinha.

Entretanto, esses novos métodos de denúncia só ampara quem tem acesso a informação, por exemplo, quem possui cargo médio ou alto e por isso precisa da “webcam” para trabalhar, ou quem tem acesso a televisão para poder ver as campanhas, ou até mesmo quem tem fácil acesso a farmácia. A minoria da sociedade em extrema pobreza não possui esses privilégios, e por isso continuarão sofrendo abusos, sem ter nenhum auxílio. Além do mais, em alguns casos, pode não ser só o padecente que é violentado, como também a família toda.

Em resumo, é possível notar que as novas formas de denúncia pode auxiliar grande parte da sociedade e a outra parte não se incluirá nisso. E para ajudar os desprivilegiados a denunciarem, é necessário que o Poder Executivo introduza perto da casa das minorias, pequenos lugares de denúncia, para que a vítima se desloque até lá facilmente. E para que todas mulheres fiquem sabendo, é viável anunciar com carros de som e ir em algumas casas explicando a nova ação e pedindo que espalhem a notícia.  Dessa forma,  muitas vítimas saberão onde pedir ajuda sem pensar que isso está fora da realidade delas.