Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/07/2020

Sabe-se que a violência doméstica é presente no dia a dia da população brasileira. Nesse sentido, muitas mulheres sofrem diariamente em suas residências com agressões,xingamentos,abusos e entre outros. Por isso, pode-se levar em consideração um dos principais fatores importantes: o patriarcalismo. Assim, esses problemas aumentaram durante a pandemia que enfrentamos e, mediante à essa quarentena, causam discussões e problemas relacionados ao aumento dos casos de violência doméstica no país em que vivemos.

Em primeiro lugar, cabe abordar sobre o patriarcalismo encontrado nas residências. Muitos homens possuem esse pensamento de autoridade desde muito tempo atrás, desde o período entre a Idade Média e a Idade Moderna, em que apenas o sexo masculino obtinha poder em sua casa e que as mulheres eram obrigadas apenas a cuidar da residência.

Outrossim, cabe mencionar que muitos homens ainda possuem esse pensamento de autoridade nos dias atuais, muitos são machistas e não respeitam a igualdade de direitos dentro das casas. Nesse sentido, causam brigas e discussões que terminam em violência diante às mulheres. ‘‘A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil. Em 80% dos casos, o responsável pela agressão é o próprio parceiro (marido, namorado ou ex) com quem convive diariamente’’, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado.

Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, é imprescindível que o Governo, juntamente com as Delegacias de Defesa das Mulheres criem e invistam cada vez mais em meios de defesa e denúncia para amenizar essas violências, que tendem a aumentar no período atual de quarentena. Como aumentar o tempo de prisão pela Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha) e medidas mais rigorosas em casos de denúncias relacionadas não só a violência doméstica, mas qualquer outro caso que desrespeite uma mulher. Para que só assim, sejamos um país sem patriarcalismo nas residências e com igualdade de direitos em ambos os lados.