Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/07/2020

Segunda a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, desde o início da quarentena, 16 mulheres foram mortas em casa (até 23/04), no Estado. No mesmo período do ano passado, o número era 9; levantamento feito pelo Ministério Público de São Paulo registrou que em março foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência, contra 1.934 do mês anterior; o número de prisões em flagrante de casos de violência doméstica subiram de 177, em fevereiro, para 268, em março.

O refúgio e conforto do lar é justamente o local mais perigoso para mulheres que sofrem com a agressividade de seus parceiros. O drama não é novo: um levantamento divulgado em 2019 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que 16 milhões de mulheres com mais de 16 anos sofreram algum tipo de violência no Brasil, a maioria delas em casa. Durante a quarentena, o problema da violência doméstica se agravou.

O governo federal anunciou a criação de um aplicativo, o “Direitos Humanos BR”, uma ferramenta para denunciar diversas violações. “A violência contra a mulher cresceu de forma muito exagerada”, afirmou a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na ocasião. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher segue disponível 24 horas por dia pelo Ligue 180 e pelo Disque 100. Os casos mais urgentes devem ser denunciados junto à Polícia Militar no número 190.