Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/07/2020

No Brasil, devido as lutas das mulheres pelo seus direitos em 1977 foi promulgada a lei do divórcio no ordenamento jurídico, oque garante na prática a liberdade feminina de pôr fim à sociedade conjugal em casos de violência doméstica. Entretanto, atualmente a violência contra a mulher ainda é presente na sociedade atual, o que inclui sua continuidade no cenário pandêmico e a obrigação da quarentena, uma vez que o isolamento social contribui para a intensificação desta violência. Logo, é necessário um maior apoio de familiares e amigos sobre a mulher, a fim de impedir sua falta de depoimento e garantir uma ajuda na sua saúde mental.

Nesse sentido, a violência contra a mulher era naturalizada antigamente devido a ideologia machista efetiva na sociedade, o que contribui para uma visão de subordinação feminina, atualmente ainda é frequente essa violência ainda é frequente devido a cultura do estrupo. De acordo, com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) a quantidade de denúncias de violência contra a mulher, após o isolamento cresceu quase 40% em abril. Assim, no cenário atual o isolamento social causa uma maior intensificação da violência doméstica, já que a mulher está sempre presente com o seu abusador o que ocasiona uma maior redução de canais de ajuda para a denuncia.

Além disso, é interessante salientar na falta de informação que ocorre sobre a violência doméstica já que as mulheres podem não se identificarem vítima do abuso gerado pelo relacionamento abusivo, devido a manipulação efetiva do companheiro sobre a mulher. Assim, com a presença constante do abusador e a vítima no mesmo espaço, as discussões e acessos de raiva podem se tornarem frequentes oque ocorre assim o abuso físico e verbal. Logo, a violência contra a mulher afeta diretamente no seu estilo de vida e saúde mental, uma vez que a dominação do abusador pode ocasionar no desenvolvimento de problemas psicológicos como a ansiedade e depressão.

Portanto, são perceptíveis, as consequências da violência doméstica sobre a mulher e sua agravação durante a pandemia. Logo, cabe ao Ministério da Educação promover debates e palestras sobre a violência domestica e seus sinais, assim como o comportamento do agressor, por meio de campanhas midiáticas a fim de proporcionar para as pessoas uma maior identificação se esta sendo vítima da violência doméstica. Além disso, cabe a Mídia utilizar sua propagação como canais de ajuda para as pessoas que sofrem do abuso em casa com a presença constate do agressor, por meio de criação de sites e campanhas midiáticas, a fim de conceder a pessoa um método de pedir ajuda e apoio diante da violência domésticas , assim, o número de casos podem diminuir e o Brasil poderá ser um pais com uma melhor qualidade de vida.