Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 22/07/2020
O filme “Miss Violência” retrata a vida conturbada de uma jovem que comete suicídio por conta da pressão psicológica e agressões cotidianas por parte do seu pai. Nessa obra é relatada as provocações físicas acometidas contra a mulher na sociedade hodierna. De maneira análoga à histórica fictícia, a permanência da violência doméstica durante épocas pândemicas ainda enfrenta entraves no que concerne ao confinamento devido o isolamento social, como também a perpetuação do patriarcalismo histórico.
Diante desse cenário, é fulcral salientar a situação desfavorável na diminuição de renda durante a pandemia, acrescida ao machismo como indicador para o crescimento das agressões conjugais, uma vez que a submissão obrigatória ao confinamento atingem premissas da masculinidade histórica, ora que, verazmente, o ser masculino é visto como a base da produção monetária e trabalhista, o que ocasiona revolta quando essas ações não são possibilitadas, gerando agressividade pelos cônjugues. Corroborando essa ideia, a França é palco do aumento das provocações domésticas desde o inicio da crise sanitária provocada pelo Covid-19. Confirmando, assim, que o isolamento com parceiros violentos ferem os direitos das mulheres garantidos constitucionalmente.
Outrossim, o enraizamento de uma sociedade patriarcal impulsiona para a banalização de hábitos machistas - que matam mulheres cotidianamente - posto que a comunidade feminina desconhece das suas garantias parlamentares, consequentemente, não buscando seus direitos, já que a inferiorização desse grupo é corriqueira, o que gera o medo acerca da denúncia contra agressões. Nesta seara, a Luta Feminista conquistou em 2015 a aprovação da Lei do Feminicídio, a qual pune a violência contra a mulher, contudo, a permanência do silenciamento das vítimas, concomitantemente a difusão dos direitos mulheris, ratifica ainda o medo feminino a delatar tais provocações, ocasionado também por exposições a risco ainda maiores, como o assasinato e situações violentas por parte dos agressores.
É necessário, portanto, que o Ministério da Ciência, como responsável por um pleno funcionamento digital do país, juntamente a Secretária da Mulher promova maiores plataformas de denúncias de violência dosméstica, como aplicativos de celulares, facilitando, dessa forma, a acusação rápida contra essas agressões e garantindo a segurança feminina. Compete também ao Poder Públlico direcionar agentes policiários fixos para o atendimento das denúncias, com o fito de uma interferência mais rápida paralelamente ao momento de agressão, bloqueando, assim, a fuga do agressor. Dessa forma, a violência contra a mulher em períodos pândemicos decrescerá exponencialmente.