Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/07/2020

O aumento na frequência da violência contra a mulher tem uma estreita relação com o início da sociedade patriarcal. Devido a esta, houve uma dominação masculina em relação às mulheres e, por conseguinte, repreensões realizadas em forma de agressões físicas e morais tornaram-se comuns. Hoje, este tipo de violência ocorre de forma rotineira, com índices cada vez mais alarmantes, intensificado em tempos de quarentena. Devido ao seu gênero, todas as mulheres, independente de idade ou raça, têm a possibilidade de serem violentadas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), sete em cada dez mulheres no mundo sofrerão algum tipo de violência física durante sua vida. Além disso, a ONU relata que cerca de 120 países possuem leis que penalizam a violência doméstica, porém, é necessário salientar que 603 milhões de mulheres vivem em locais onde este tipo de agressão ainda não é crime. No Brasil, a lei Maria da Penha, criada em 2006, tem como função penalizar os praticantes de violência doméstica – esta que, apesar de vitimizar todos os gêneros, ocorre principalmente com o sexo feminino. Todavia, em meio a uma pandemia o governo exige que as pessoas fiquem em casa para bem próprio, entretanto, algumas mulheres encontram em casa seu pior inimigo. O que automaticamente coloca a mulher em estado de apuração, afinal, sua casa só lhe traz malhes. Contudo, ainda são comuns as ocorrências desta forma de agressão. Logo, faz-se necessária uma intervenção de maior eficácia para que estes índices diminuam. Uma intervenção governamental é indispensável para que estas taxas reduzam significativamente, devem ser realizadas campanhas publicitárias veiculadas em rádios e na televisão, realizadas pelo Ministério dos Direitos Humanos, influenciando a população a denunciar os casos de violência contra a mulher, a partir de uma ligação para o 180. Além disso, é necessário uma melhora do atendimento. Estes são meios de conter um dos piores problemas estruturais que o país enfrenta.