Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/07/2020

É de conhecimento geral que a violência doméstica existe e que está, na atual realidade atípica em que o mundo passa, aumentando. Tendo em vista uma sociedade machista, que ao longo dos anos, implantou uma ideia errônea de um homem superior e uma mulher submissa, verifica-se com a pandemia da Covid-19 e a necessidade da implementação da quarentena, um aumento das tensões nas relações.

Ao analisar a série “Coisa Mais Linda”, que se passa no Brasil nos anos 60, vemos explicitamente restrições e imposições comportamentais e de obrigações que cabiam às mulheres. Similarmente, no atual momento, apesar de muitos direitos conquistados pelas mulheres, a realidade da ficção ainda se faz presente. Isso é explicitado e agravado pela Covid-19, que apesar de muitos direitos conquistados pelas mulheres nos últimos anos, as tarefas domésticas e o cuidado para com os filhos, que agora se encontram em casa devido o fechamento das escolas, ainda é visto como tarefas das mulheres, assim esta se encontra sobrecarregada e, dificultando mais, ela tem de viver com seu agressor em um momento de incerteza mundial.

Em consequência dessas violências, em último caso, leva à morte, o que é caracterizado como feminicídio, assim para evitar tal tragédia temos projetos que buscam proteger essas mulheres em risco, como por exemplo a Campanha Sinal Vermelho que acontece no Espírito Santo, na qual em todas as grandes redes farmacêuticas, ao se desenhar um “x” na palma da mão o atendente ligará para policia realizando a denúncia. Tais campanhas são de extrema importância, uma vez que salvam vidas.

Dado o exposto, é urgente o entendimento dos sinais de uma agressão por meio de campanhas de conscientização realizada pelas prefeituras, colando cartazes em espaços públicos e por meio de propagandas, com objetivo de mobilizar os cidadãos para que eles consigam ajudar seus vizinhos e também, saberem quando estão em uma situação de abuso, a fim de diminuir os casos de feminicídio e efetivar as denúncias.