Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/07/2020
É de conhecimento geral que o número de casos de violência contra mulheres aumentou durante a quarentena, uma medida tomada pelo governo para impedir a disseminação do coronavírus. Segundo uma pesquisa com mulheres brasileiras em locais públicos e privados, em 80% dos casos a pessoa responsável pela agressão é o parceiro com quem vive todos os dias. Esses dados alarmantes podem aumentar e devem ser uma preocupação maior durante o período em que a quarentena é recomendada para interromper uma nova pandemia de coronavírus.
Em consequência disso, nota-se que segundo os dados, no mês de março foram promulgadas 2.500 medidas de proteção de emergência, e no mês anterior foram 1.934. Medidas de proteção são medidas destinadas a garantir a segurança das vítimas. Devido a casos de violência doméstica, o número de pessoas presas por esse ato também aumentou, com 177 registrados em fevereiro e 268 em março.
Ainda convém lembrar que durante o período de isolamento social, o Centro de Defesa da Mulher, a Casa da Mulher Brasileira e o Centro de Acolhimento continuaram a desempenhar um papel.
Ainda vale lembrar que segundo os especialistas, o isolamento é necessário, mas os fatores de risco que ele traz podem levar ao aumento da violência contra as mulheres. Eles pediram às vítimas para não parar de procurar tratamento médico em instituições médicas durante esse período.
De acordo com a gerente de Projetos da ONU Mulheres, Maria Carolina Ferracini, “Muitas vezes a porta de entrada da violência contra as mulheres é o serviço de saúde, que está sobrecarregado, então, existe também um risco das mulheres não conseguirem ou acharem que não devem acessar o serviço de saúde. Isso para a violência, mas também para a saúde sexual reprodutiva, então, sim, a gente vai ter que deixar bem claro e os serviços têm que estar abertos, tem que estar funcionando”