Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/07/2020

É de consenso geral que violência doméstica e o feminicídio, infelizmente, são a realidade de muitas mulheres e com o período de isolamento social só vêm aumentando. Isto porque, a convivência entre os casais aumentaram e com isso os atritos e desavenças estão acontecendo de forma mais recorrente. Além desse fator da convivência, está o problema do machismo, problema este, que está enraizado na sociedade e que destrói milhares de vidas.

Um fator que tem sido apontado como um dos motivos, se é que existe um motivo, para o aumento de violência contra a mulher é que com a quarentena os casais tem ficado mais tempo juntos, e com isso as brigas e desavenças tem crescido. Todavia, isto é normal em qualquer relação seja amorosa, amigável e/ou familiar, brigas acontecem e nem por isso é motivo de agressão e de potencialmente um assassinato. Neste período de isolamento, tem-se observado nas redes sociais que muitos casais tem-se divorciado, o que é a melhor saída quando o relacionamento não está legal. Isto deve-se, muitas vezes, que esses casais se davam bem por conta do pouco convívio, que se tem por motivos da globalização e das intensas e variadas rotinas de trabalho, e que por estarem juntos agora, perceberam que o melhor é estarem separados.

O problema real desses números alarmantes de violência contra a mulher se da na verdade por conta do machismo enraizado na sociedade e não pelo maior convívio entre os casais. O machismo sempre foi e infelizmente ainda é o maior responsável pelos casos de feminicídio no país. Na entrevista dada pela Deputada Federal Rosana Valle para o site A Tribuna, a mesma afirma que “de forma consciente ou não, o machista, crê na inferioridade da mulher, e na ideia de que o homem, em uma relação com a esposa ou companheira, é o líder supremo, a autoridade que não pode ser contrariada.” E é exatamente esse o problema de violência contra as mulheres o fato dos homens acreditarem que são superiores e que as mulheres devem-lhe obediência, o que, para o ano de 2020, é algo extremamente retrógrado e antiquado de ser pensado.

Em suma, os parlamentares que compõem a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, devem criar leis mais rígidas e também aprimorar as medidas protetivas que auxiliam a vítima de violência doméstica e outras. Uma medida, por exemplo, é a retirada de armas de pessoas já antes apontadas como agressores. Outra medida, é a criação de programas de reeducação desses agressores, para que estes entendam que ninguém é superior a ninguém independente de sexo. Ainda, os políticos devem estudar mais o problema e dessa forma traçar novas estratégias e alternativas para diminuir a violência doméstica e os casos de feminicídio no país.