Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/07/2020

No cenário pandêmico construído pelo vírus COVID-19 o índice de casos de violência doméstica, bem como de outros problemas, aumentou consideravelmente, ao observar, também foi expandido à quantidade de meios de ajuda tanto a vítima quanto ao agressor, com a ajuda desses projetos que auxiliam ambos os envolvidos, têm-se um melhoramento na conduta doméstica e uma maior propagação de meios para denúncia e auxílio às vítimas.

Esses tipos de serviços especializados em dar assistência à vítima a alertar aos outros acerca da violência existem há muito tempo, contudo, atualmente houve-se a ampliação desses, entre eles o aplicativo “Meto a colher” que apaga mensagem em 24 horas, para que as vítimas, na maioria dos casos mulheres, possam pedir socorro a pessoas próximas, sem correr o risco de o agressor saber que a mensagem foi enviada. Essas formas de prestar socorro devem ser incentivadas, visto que traz segurança ao garantir proteção e sigilo ao envolvido, aumentando a chance do ocorrer uma denúncia.       Entretanto, para debater-se acerca da agressão doméstica, é preciso entender que o agressor, na maioria das vezes o homem, precisa da conscientização e ajuda para lidar com seu comportamento agressivo, a fim de reintegrar esse indivíduo na sociedade sem que continue a praticar tal ação, visando isso, também deve haver centros de internação e consulta especializada a esses homens, a ONG Coletivo Feminista, Sexualidade e Saúde promoveu palestras em encontros semanais entre o filósofo Sérgio Barbosa e homens que procuraram ajuda para lidar com seus problemas de agressão, autocontrole e entendimento do papel da mulher na sociedade, após várias seções virtuais esses rapazes relataram melhoras comportamentais e até o retardamento de ações agressivas, com compartilhamentos acerca desses projetos, no meio virtual, os agressores podem realizar seções de tratamento, o que acarretará na diminuição de casos de violência doméstica.

Após o exposto, conclui-se que cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos criar propagandas de incentivos a criação e integração de aplicativos e meios de ajuda a vítimas, através de sua propagação nas mídias sociais e plataformas digitais para que haja um incentivo quanto à denúncia e a consecutiva ajuda, como também cabe ao mesmo Ministério o incentivo a ONGs, tanto governamentais quanto privadas, a terem planejamento e inserção de projetos que visem à reinserção do agressor na sociedade através de seções terapêuticas e palestras virtuais com psicólogos e terapeutas, para que ocorra a diminuição de casos de violência doméstica dando assistência tanto às vítimas quantos aos agressores.