Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/07/2020
Como os governos estaduais e municipais recomendam medidas de isolamento social para combater a disseminação de novos coronavírus (Covid-19), seus impactos sociais são muitos, incluindo a deterioração da violência doméstica. Tensões crescentes na família podem levar à violência doméstica e sexual e até matar mulheres.
Analogamente, desde o início do trabalho de quarentena, os ataques às mulheres aumentaram. Dados levantados pelo Ministério Público de São Paulo registrou que em março, foram adotadas 2.500 medidas de proteção de emergência, em comparação com 1.934 no mês passado; o número de prisões em flagrantes de casos de violência doméstica aumentou de 177 em fevereiro para 268 em março. Além de, 16 mulheres mortas em casa no início da quarentena, superou o mesmo período do ano passado, o número era 9 mortes.
Em conseguinte, segundo Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, enfatizou que a medida do isolamento social é necessária, mas também concordou que certos fatores podem desempenhar um papel decisivo no aumento da violência contra as mulheres. ``A restrição financeira nesse momento, traz obstáculos grandes para as mulheres conseguirem sair de uma situação de violência, em especial, as que tem filhos. Elas pensam dez vezes antes de sair de uma relação.´´
Diante dos fatos mencionados acima, o Governo deve promover um maior alcance do projeto “Cartas de Mulheres”, realizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a qual obtém suporte para auxiliar as denúncias de violências domésticas, por meio de engajamentos nas redes sociais e parcerias de divulgação com digitais influencers, já que, no meio dessa pandemia, o instrumento mais utilizado é o celular. Com isso, o Governo deve estabelecer contratos com emissoras para que esse projeto seja divulgado nas televisões. Ambas as teses irão gerar um conhecimento mundial, ao qual, a população irá levantar a bandeira da luta contra a violência doméstica.