Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/07/2020

Agressão doméstica no Brasil

Graças ao patriarcalismo disseminado no mundo por meio de inseminações culturais de países europeus, devido a um estado de soberania colonial no passado, várias nações do mundo tendem a ter dificuldades de alcance no que se refere a igualdade de gênero, e o Brasil não é exceção. Na situação familiar enfrentada nesse país, muitos homens infelizmente acham que tem o direito de fazer à mulher se adequar a certos padrões de comportamento no intuito de se sentir no controle e quando as coisas não dão certo na vida dele, é ela que paga o preço por causa de agressões físicas e ou psicológicas, problema que com a pandemia atual de coronavírus cresceu cerca de 45% segundo o fórum brasileiro de segurança pública, o que precisa mudar.

Todavia, mesmo antes da quarentena os índices de agressão e feminicídio ainda eram elevados, aos quais segundo o IBGE, colocavam o Brasil no quinto lugar das maiores taxas do planeta, com o número de assassinatos chegando a 4,8 para cada 100 mil habitantes, e isso é o que torna movimentos como o sinal vermelho tão importantes. A campanha citada foi implementada pela rede de farmácias brasileiras as quais treinam seus funcionários a reconhecerem um “X” vermelho na mão de uma possível vítima de violência, significando que ela está pedindo socorro, o que já salvou dezenas de garotas nessa época de crise.

Não obstante, embora essas ações sejam importantes na luta pela proteção feminina, não resolvem o problema do machismo institucionalizado que faz com que esse tipo de caso seja comum. As divisões sociais entre sexos opostos permite um maior número masculino no poder, principalmente no ramo familiar, posto que certas tarefas domésticas como a faxina continuam a ser associadas a figura feminina, valendo ressaltar que a punição perante a lei para o caso de homicídio matrimonial demorou décadas para ser efetivamente exercida desde a criação da república, com a Lei Maria da Penha sendo um dos exemplos mais bem sucedidos, porém o ideal seria a situação poder transcorrer com naturalidade mesmo sem esse tipo de reforço, o que necessita mudar no futuro.

Portanto, com o intuito de minimizar o número de ocorrências e transformar o país , o ministério da justiça em conjunto com o ministério da educação devem efetivar um maior número de mecanismos,como o “x” vermelho, para facilitar a segurança da mulher, além de institucionalizar um  melhor ensino escolar pelo qual as noções patriarcais atuais sejam desmistificadas, isso tudo por meio de recursos financeiros, do incentivo populacional no combate e de aulas voltadas para as consequências desse ato, assim o Brasil vai melhorar.