Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 08/08/2020

A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, será sempre uma derrota. O pensamento do filósofo e critico Jean-Paul Satre, dá ênfase a um problema persistente na sociedade brasileira: a violência doméstica, que intensificou-se devido ao isolamento social decorrente a pandemia da covid-19. Diante a expressivo avanço, autoridades do país tiveram que encontrar alternativas as quais pudessem reduzir a situação. Porém, nem todas deram certo, pelo fato de que há falhas no exercício de tais leis, que por sua vez serviriam como um álibi as vítimas de tal fúria. Isso evidencia-se, tanto pela má atuação de alguns policiais referente a questão, como também a determinadas medidas de proteção não sendo realizadas em plena funcionalidade. Em primeira análise destaca-se, o despreparo da parte notória em relação aos policias que não sabem lidar com tal quesito, o qual tornou-se bastante comum nos diais atuais. Segundo o portal de noticias R7, uma jovem de 26 anos estava sendo agredida pelo o irmão, quando numa tentativa de defesa resolveu acionar a policia, de acordo a com ela os agentes recusaram-se a registra a queixa, alegado que o irmão também tinha marcas pelo corpo. A equipe, então, teria dispensado o rapaz. A moça insatisfeita resolveu perguntá-los o porquê da decisão, foi então que um deles não gostou do questionamento e começou a agredi-la com o cassetete. É inadmissível que em pleno século XXI, ainda haja tamanha desigualdade de gênero, fazendo da mulher um ser submisso e desvalorizado simplesmente porque há muito tempo a colocaram em um lugar “invisível” tornando-a inferior. Cabe também ressaltar, os mecanismos de proteção as mulheres pacedentes da violência doméstica, os quais não funcionam com total êxito. Como é o caso da medida protetiva porque apesar de serem solicitadas e concedidas mais 1.345 por semana, ainda há falhas encontradas em determinada ferramenta, mantendo auto o número de vítimas fatais. Já na quarentena outros métodos foram criados para diminuir os efeitos de tal assunto, como a campanha “Sinal Vermelho”, mas por trata-se de ação nacional muito dos agressores podem ter acesso ao conteúdo, e de alguma forma impedir as esposas, irmãs ou filha de irem as farmácias que é local escolhido para atendê-las. Fazendo assim desse difícil tema quase impossível de ser evitado ou até atenuado, o qual é uma lastimável realidade. Em virtude dos fatos mencionados, acerca do debate sobre o aumento do casos de violência doméstica durante a quarentena, é de suma importância que haja providências cabíveis para mudanças efetivas nesse quadro. Primeiramente, torna-se imprescindível que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em consonância com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), dêem continuidade ao trabalho que já está sendo feito pelas vítimas de tal atrocidade durante o isolamento social, mas de forma extendida e mais segura, por meio de reforços a tais medidas de segurança como: a protetiva transformando-a em uma ferramenta mais dura como também eficaz, reduzindo os números em relação à problemática. Dessa forma, não fazendo da violência contra mulheres um ato de derrota como dizia Jean-paul Satre, mas de uma vitória