Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 22/07/2020
A violência doméstica é uma problemática social histórica no Brasil. Diariamente, milhares de mulheres são agredidas de forma física, psicológica e sexual. De maneira agravante, em 2020, com o advento da Pandemia gerada pelo Covid-19, os números de denúncias se multiplicaram. A quarentena, imposta de maneira obrigatória em alguns estados, intensifica a ansiedade e o stress no âmbito familiar, originando, por intermédio de pessoas pré dispostas, um ciclo de violência.
De acordo com o FBSP, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de ocorrências que se relacionam a violência contra a mulher aumentou em 6 estados, em comparação ao mesmo período de 2019. Ou seja, o aumento do convívio obrigatório tornou a mulher, no âmbito familiar, um alvo ainda maior para a descarga, em forma de agressão, de frustrações sociais e econômicas de seus parceiros.
Além disso, é fundamental ressaltar a maior dificuldade em realizar a denúncia dos casos. Em anos anteriores, percebia-se o preconceito, a insegurança e o medo como desafios para se libertar das amarras dos agressores. Hoje, acrescenta-se o fato de estar isolada, dia após dia, com o agressor.
Em síntese, nota-se que o isolamento social, imposto como medida necessária para conter a pandemia, intensificou a violência doméstica. Primeiramente, se faz necessário, por meio de propagandas em redes de televisão e na internet, a divulgação do 180, canal para denúncia de violência doméstica, tendo em vista o benefício de fazê-lo do aparelho celular, longe do agressor. Outrossim, trabalhar em paralelo com a campanha ‘sinal vermelho’, visando estimular, por meio de uma marca de batom nas mãos das violentadas, o reconhecimento da agressão e posterior denúncia, por parte dos funcionários dos serviços essenciais.