Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 23/07/2020
A persistência dos casos de violência contra a mulher é um problema enraizado, grave e muito presente na sociedade atual, principalmente em relação a violência doméstica, sendo perceptível um grande aumento de casos durante o isolamento social que a pandemia do novo coronavírus está proporcionando. As vítimas ficam mais dentro de casa, tendo de conviver mais tempo com o agressor.
É notório que um número crescente de mulheres estão sendo vítimas de abuso doméstico na quarentena. A razão é que, isolada do convívio social, sem contato com a família e amigos, a vítima fica refém do agressor e impedida de se manifestar ou até mesmo de fazer um boletim de ocorrência na delegacia. Um estudo coordenado por Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público do Estado de São Paulo, no início do isolamento, de fevereiro para março, as prisões em flagrante envolvendo agressores de mulheres aumentaram 51,4%.
Diante das dificuldades das vítimas de pedirem socorro, estão surgindo várias iniciativas de canais silenciosos de denúncias, como por exemplo, a campanha “Sinal vermelho contra a violência doméstica”, a mulher vítima de violência mostra a palma da mão marcada com um X vermelho feito de batom ou outro material ao atendente de uma farmácia cadastrada, que aciona a Polícia Militar para socorrê-la.
Tendo em vista que a violência doméstica é um mal que deve ser atenuado, principalmente durante esse período pandêmico, é de extrema importância que o Governo, por meio do Ministério do Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, juntamente com organizações mundiais, recomendem medidas para prevenir e combater a violência doméstica durante a pandemia, com investimentos de denúncia online, serviços de emergência, abrigos temporários para as vítimas, entre outros. Para que assim, essa situação lamentável possa ser amenizada em todo o mundo.