Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 25/07/2020
É notório que a presença de comportamentos violentos em qualquer ambiente resulta em um convívio tóxico e destrutivo para todos os envolvidos, portanto sendo evitado na maioria das relações para garantir sua estabilidade e continuar saudável. No entanto, a existência da violência, principalmente em domicílio, ainda é absurdamente praticada em diversos países, geralmente entre casais ou direcionada aos seus filhos. Sendo assim, vítimas de abuso físico ou mental atualmente em quarentena ficam a deriva de seus agressores, visto que os mesmos são forçados a conviverem no mesmo ambiente por uma maior quantidade de tempo em um período sensível e propício a gerar estresse.
De acordo com as informações dadas pelo site de notícias “R7” em 2019, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil, adicionando razão a seguinte frase adicionada, “o lugar mais perigoso do mundo para uma mulher é sua própria casa”. Com o isolamento social, diversas vítimas se encontram presas em relacionamentos abusivos, muitas vezes nem sempre reconhecidos pela própria mulher oprimida, o que pode resultar no feminicídio ou ao suicídio da agredida. A denúncia também torna-se um desafio, visto que a mesma se encontra incapacitada de sair ou sobre a tensão da constante presença de seu agressor.
Além de mulheres, crianças e adolescentes também pertencem ao grupo de maior risco quanto a agressões domésticas, onde 57% dos casos de violência contra menores ocorrem em suas casas, como aponta a “Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos”, relatado pelo site “Observatório do Terceiro Setor”. É observável que tal situação traz diversa sequelas para o jovem, principalmente por estar em desenvolvimento, acarretando em problemas psicológicos com o passar de seu amadurecimento, ou levando a vítima a adquirir o mesmo comportamento tóxico. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, houve um aumento de mais de 50% em relação as denúncias de violência doméstica, desde o começo da quarentena, revelando a realidade precário em que muitos se encontram.
Portanto, convém a procura de métodos para auxiliar as vítimas a fim de dizimar tais relações abusivas, não só presentes no Brasil, como no mundo inteiro. ONGs de saúde poderiam criar sites de acesso fácil para vítimas se informarem sobre sua situação, dando possibilidade para realização de denúncias discretas, principalmente em emergências. A conscientização sobre o tópico também poderia ser feito através de comerciais na mídia, incentivando vizinhos e afins a fazerem uma denúncia ao notar comportamentos violentos na vizinhança. De tal forma, a segurança de oprimidos pode ser reforçada em momentos de crise, colaborando para um futuro saudável e de melhor qualidade para as vítimas.