Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 24/07/2020

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, na década de 50 no Brasil, ocorreu grandes incentivo a industria automobilística e ao consumo de carros, ocasionando em  um grande salto no número de carros em circulação no país. Entretanto, apresar de benéfico ao desenvolvimento econômico nacional, não foi previsto de maneira consciente a crise na mobilidade urbana existente atualmente. Com isso, a influência da falta de infraestrutura de transportes alternativos, bem como, o consumismo corroboram par a manutenção do impasse.

A princípio , é válido ressaltar que à ausência de bons transportadores públicos com opção, contribui para o cenário atual. A filosofa alemã Hannah Arendt, defende que o espaço público seja preservado para que se assegurem as condições da prática da liberdade e manutenção da cidadania. Ou seja, sem infraestrutura pública, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto esta presente de maneira decisiva no que tange á mobilidade urbana, uma vez que há falta de investimento governamental em sua infraestrutura, o que acaba por dificultar sua resolução.

Outrossim, é importante analisar como o consumismo está intimamente ligado a crime de mobilidade urbana. Segundo o sociólogo Karl Marx, com o surgimento do capitalismo ocorreu o desenvolvimento do fetichismo de mercadoria, incitando as pessoas através de propagandas que o consumo é um válido avaliador de status social. Nisso, é observado a colocação de uma hierarquia presente quanto ao uso de transportes individuais em detrimento do coletivo por questões que devem ser melhores analisadas.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes no entrave abordado. Posto isso, cabe aos governantes municipais em parceria o poder federal, oferecer melhores pagamentos as empresas que prestam serviços de transporte público, como também subsídios por um período estipulo. Desse modo, as mesmas conseguirá restruturar-se, por meio de reformas e compras de ônibus e metrôs, oferecendo  com maior qualidade e quantidade seus serviços. Não o bastante, é preciso a construção de ciclovias para que os cidadãos tenham o poder de escolha  de seu deslocamento, entre o coletivo e o individual. Assim, haverá soluções praticas e eficientes para a crise de mobilidade urbana.