Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 24/07/2020

A quarentena trouxe consigo novos desafios para os brasileiros, privar-se do seu direito de ir e vir, limitar-se a vida doméstica e adaptar-se a uma nova forma de vida fez vir a tona uma ferida antiga, a da violência doméstica. Durante a pandemia devido a COVID-19 houve um aumento de casos de violência doméstica contra mulheres, intensificando o sofrimento de muitas famílias.

Primeiramente, a civilização teve muitos avanços durante milênios de história, humanizando o homem, tornando-o mais humano que animal. A religião teve um importante papel histórico, trazendo um ideal a ser atingido e apresentando ao mundo muitos dos valores humanos que perduram até os dias atuais. Na idade média havia o amor cortês que via na mulher um símbolo da perfeição, um ser que devia ser louvado por meio de cantigas, no entanto, a forma como a mulher é vista melhorou muito, mas não resolveu totalmente o problema.

Ademais, este problema não se limita apenas ao de como uma mulher pode ser estigmatizada, mas também de como os casos de violência entre pessoas conhecidas é o reflexo de personalidades mal formadas, baixa inteligência emocional e deturpação de valores. Há uma infantilização latente em pessoas que não sabem resolver seus problemas, como se é esperado dos adultos, através de diálogos e concessões.

Portanto, para diminuir os casos de violência contra a mulher será necessário a junção da coerção e educação. O ministério da mulher, família e direitos humanos deve lançar campanhas socioeducativas através das redes sociais e mídias tradicionais propagandas que demonstrem  como a violência contra a mulher causas malefícios a sociedade como um todo, trazendo depoimentos de mulheres que vivenciaram essa situação e o ministério da justiça deve enviar para o congresso nacional uma proposta de aumento de pena para aqueles que cometem violência doméstica. Medidas que juntas possam curar essa ferida antiga da sociedade.