Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 25/07/2020

O curta-metragem “As rosas que não se calam” , aborda por meio de depoimentos fortes de mulheres agredidas, de um agressor e de uma psicóloga, a violência domestica no Estado do Espírito Santo, que conta com altos índices de feminicídio. Apesar de limitar as entrevistas a apenas um estado, a violência contra a mulher é uma dura realidade hodiernamente em todo o país, seja pela sociedade patriarcal, mas também pelas falhas governamentais. Nesse sentido é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inércia problemática.

Precipuamente é fulcral pontuar que a violência contra a mulher deriva da sociedade patriarcal. Segundo o filosofo Sartre “A violência seja qual for a maneira como ela se manifesta é sempre uma derrota”. Partindo desse pressuposto é importante salientar que vivemos em uma sociedade de caráter machista na qual a mulher é vista como propriedade de seu cônjuge, sentimento que impulsionou os números de denúncias de violência doméstica com as mulheres passando mais tempo dentro de seu domicílio durante o período da pandemia.

Além disso, é preciso considerar a negligência governamental na qual diz respeito aos seus deveres com relação a segurança feminina. De acordo com a Lei Maria da Penha, visa coibir e prevenir a violência doméstica, assegurando a toda mulher, a busca por proteção do Estado. No entanto, nota-se que esses preceitos não são respeitados, pois houve um aumento de mais de 50% no número de casos desde que o isolamento iniciou, comprovando a ineficiência das medidas protetivas, que na sua maioria são ignoradas por seus agressores.

É evidente, portanto que há entraves para a solidificação de políticas que visam à construção de um mundo melhor. Dessarte, como intuito de mistigar o problema, necessita-se urgente, que o governo deve elaborar projetos de leis mais severas para os agressores e medidas protetivas mais eficientes, por meio de votação no Congresso, com o intuito de amenizar a problemática em questão, além de aplicar campanhas de abrangência nacional, junto a emissoras de televisão. Dessa forma, o Brasil poderá superar a violência contra a mulher.