Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 02/08/2020
Segundo o Departamento de Igualdade e Oportunidade da Itália, durante o período de quarentena em 2020, houve um aumento de 161% nas ligações contendo denúncias de violência doméstica. Não somente na Itália, como no Brasil os casos de violência doméstica tiveram um salto de 50% aproximadamente. Devido esse aumento gerou um debate sobre esse assunto. Algumas causas podem ser o tempo de convivência, distanciamento da rede de apoio e falta de conhecimento sobre o que caracteriza violência doméstica.
De acordo com a Lei Maria da Penha, existe 5 tipos de violência doméstica e familiar, sendo elas: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Muitos advogados alegam que que a agressão física ocorre no último estágio da violência. Familiares e amigos podem ajudar as vítimas ao perceber alguns sinais desse tipo de violência, podendo até mesmo fazer denúncias. Na maioria dos casos os agressores possuem algum vínculo com a vítima, sendo pai, irmão, cunhada, sogra e outros parentes.
Em harmonia com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tempo de convivência entre o casal pode aumentar as tensões e causar intrigas. Em qualquer relacionamento é normal ter intrigas porém não deve tomar grandes proporções e acabam sendo resolvidas rapidamente. Com o distanciamento social, as vítimas diminuem o contato com a rede de apoio, tornando-se mais vulnerável emocionalmente e neste momento que o agressor aproveita para começar a violência.
Dessa forma, os órgãos públicos carecem de medidas eficientes para combater essa opressão e juntamente com as vítimas que já superaram esse problema, fazer que novas vítimas denunciem e que outras pessoas façam o mesmo. Por meio de mídias sociais, cartilhas e propagandas exibir como funciona a denúncia e a Lei Maria da Penha, as fases da violência domésticas, expondo números mundiais e regionais, com relatos verdadeiros e formas não convencionais de pedir ajuda.