Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 04/10/2020
A violência doméstica praticada contra mulheres sempre esteve presente no contexto familiar em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, pois a cultura patriarcal assolada mundialmente permite, de maneira injusta, que homens se sintam superiores às mulheres e pratiquem atos violentos contra suas cônjuges.
Em 2020, essa forma de violência se tornou mais prevalente devido ao isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante a quarentena, cerca de 535 mulheres foram agredidas com pontapés e socos a cada hora. Esse dado se torna menor quando comparado aos resultados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH), as denúncias relacionadas à violência doméstica partindo de mulheres aumentou 40% quando comparado a outros períodos.
As consequência que surgem devido às violências psicológicas e físicas advindas do contexto familiar e conjugal. De acordo com a ONU Mulheres Brasil, as mulheres que sofrem violência doméstica na maioria das vezes desenvolve traumas psicológicos e físicos graves. Pesquisa realizada por essa mesma instituição identifica que cerca de 15% das mulheres agredidas vão para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido às complicações das agressões vivenciadas por elas. Apesar da Lei Maria da Penha ter auxiliado o combate à violência contra mulheres, impulsionando penas mais rígidas e instigando a procura por denúncias, várias mulheres ainda não procuram a ajuda por medo de retaliação dos seus parceiros.
Diante desses aspectos, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. O Estado deve implantar políticas públicas que busquem intensificar a segurança desse público-alvo, bem como capacitar profissionais de contato imediato para aumentar a identificação de casos de violência doméstica e deve investir em centros de amparo a mulheres vítimas de violência física e psicológica.