Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 02/08/2020
O caso “goleiro Bruno” , ocorrido em 2010, em que o goleiro do Flamengo matou e esquartejou o corpo de sua namorada, Eliza Samudio, é a estampa de uma ferida social muito grande, a violência contra as mulheres. Tal prática se apresenta com maior recorrência no período da pandemia, onde o agressor pratica um grande consumo de bebidas alcoólicas, e o agredido, em maior período de convivência com o agressor, possui uma maior dificuldade no processo de denúncia.
Em primeira perspectiva, de acordo com a Associação Brasileira de Estudo de Álcool e outras drogas, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas no período da pandemia se deu em 30%. Esse consumo exagerado é refletido no aumento da violência contra as mulheres, que de acordo com pesquisa feita pela USP, em cerca de 90% das denúncias de agressão contra a mulher, o agressor estava sob efeito de álcool.
Outrossim, a maior convivência entre familiares, provocada pela quarentena, é um grande fator para o aumento dos casos de violência doméstica. Tal fator, de acordo com pesquisa realizada em abril de 2020 pelo Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, é um dos responsáveis pelo aumento de 38% nas denúncias de casos de violência doméstica no país, em relação ao mesmo período de 2019.
Portanto, a violência doméstica é uma ferida social que deve ser cada dia mais estancada. Para isso, primeiramente, o governo, por meio de um projetos de lei, deve limitar a quantidade de bebidas alcoólicas compradas por cada indivíduo em estabelecimentos comerciais, visando manter a sobriedade do compradores. Também, é necessário que ONG`S,juntamento com apoio dos governos municipais, promovam campanhas contra a violência doméstica, principalmente por meio de propagandas em TV aberta,visando o alcance de um grande número de pessoas. A violência doméstica é um “tumor social” que se espalha pela sociedade, porém, é necessário uma craniotomia de urgência para sanarmos esse problema.