Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 06/08/2020
Com a pandemia do novo Corona Vírus a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da saúde do Brasil é de manter o distanciamento social e a permanência das pessoas em suas casas, afim de evitar a proliferação maior e mais rápida do vírus e o colapso do Sistema de Saúde do país. O isolamento social, apesar de ser a melhor alternativa nesse momento, traz consigo muitas consequências negativas e uma delas é o aumento da violência doméstica durante esse período em que grande parte das pessoas passam, se não toda, a maior parte do tempo em casa e em convivência com a família.
A tensão que essa situação de covívio diário forçado estimula, potencializa diversos problemas pré-existentes como a violência doméstica contra mulheres, idosos e crianças, geralmente praticada pelo marido, pai, namorado ou filho da vítima. De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, as denúncias cresceram em média 14% até abril deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Apesar desse aumento registado, não se sabe ao certo o verdadeiro número, já que com a quarentena as vítimas ficam reféns dos agressores o que as impede de realizar a denúncia.
Além disso, outro fator que corrobora com esse aumento é o uso de bebidas alcoólicas durante esse período de isolamento em que conflitos, principalmente internos, são mais comuns de acontecer. “Para mascarar seus conflitos, agressores costumam usar drogas lícitas como o álcool, e isso pode liberar comportamentos reprimidos sob a forma de agressividade física”, explica a psicóloga Mariete Duarte. Sendo o álcool, portanto, um dos gatilho para que a violência doméstica ocorra.
Diante dos fatos apresentados faz-se necessário que o Governo proíba a venda de bebidas alcoólicas durante todo o período de isolamento. Ademais, é preciso que o Sistema Legislativo crie uma lei, que mais tarde seja aprovada pelo senado, que garanta que a partir do momento que é feita uma denúncia de agressão doméstica, seja concedido tanto à vítima, quanto ao agressor o acompanhamento obrigatório de psicólogos e psiquiatras afim de tratar o agressor, já que a violência pode ser advinda de muitos problemas psicológicos que podem ser resolvidos ou ao menos amenizados com um acompanhamento de especialistas. E que seja mais divulgado as alternativas que se tem para realizar as denúncias, como pelo site da polícia ou aplicativos já existentes, por meio de propagandas televisivas e campanhas sobre o assunto.