Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 05/08/2020
O Brasil se encontra em uma situação crítica, devido ao aumento constante de casos de COVID-19. Desde que o isolamento social entrou em vigor, o número de denúncias contra violência doméstica cresceu, juntamente com os casos de feminicídio, por todo país; Ou seja, as mulher, confinadas em suas casas, são duplamente ameaçadas: por um vírus e pessoas violentas dentro de seu próprio lar.
Em nosso país, os índices de violência contra a mulher já eram altamente acentuados; Segundo dados da Organização das Nações Unidas(ONU), com tal pandemia, os casos de violência doméstica podem crescer 20% ou mais. Entre Março e Abril, o número de mulheres vitimas das agressões , cresceram 36% em relação ao ano passado, provando que tais atos estão cada vez mais violentos. Além das denuncias recebidas, ainda existe um grande número de mulheres optam pelo silêncio, pois tem medo das consequências ao relatar o ocorrido; por terem laços de afeto com o companheiro, por medo de seu agressor, ou por temer perder a guarda dos filhos, não querem levar o homem à prisão. A agressão física não é o único tipo de violência, existem vários tipos, todos extremamente prejudiciais a vítima. São cinco ao todo, a física, moral, patrimonial, sexual e psicológica, sendo a última, a mais difícil de ser identificada, pois causa dano emocional e diminuição da autoestima da mulher. O agressor se demonstra remorso, e tenta justificar seu momento de explosão. Esse comportamento, junto aos sentimentos das mulheres, como o medo, a culpa e a ilusão, acaba convencendo-a a prosseguir o relacionamento, dando abertura para que as agressões se repitam.
Contudo, para ajudar as mulheres, é preciso investir na ampliação e divulgação de serviços de denúncia e fiscalização, mostrando-as que estão seguras ao contar os abusos que sofreram. Cabe a cada um de nós questionar o machismo estrutural. É necessário apoiar quem precisa, pois a solidariedade nunca foi tão importante.