Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 05/08/2020
“Toda mulher quer ser amada, toda mulher quer ser feliz”, é o desejo útopico expressado no trecho da canção de Rita Lee. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto, uma vez que a violência doméstica só eleva seu número, principalmente, no quadro de isolamento social diante da pandemia mudial em 2020. Esse cenário é fruto tanto das tensões, quanto da dificuldade em denunciar o agressor. Diante disso, torna-se fundamental a discussão.
Primordialmente, é essencial pontuar que o aumento de violência nos lares, este que pode ser comprovado pelos dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) com elevado índice de 25% na quarentena, deriva da baixa atuação de setores governamentais para solucionar tais recorrências. Esse avanço nos casos que pode ser “explicado” pelas tensões do confinamento, ideias do casal que não compactuam, alteração do parceiro pelo consumo de alcool e ainda dificuldades financeiras que se transformam em “motivos” usados para inocentar e incentivar com justificativas de pressão emocional. A falta de medidas rígidas em uma primeira vez, pode levar a uma segunda, terminada em lágrimas e sepulcro.
Ademais, é contundente ressaltar que romances pertubados rompidos em tapa e oitão, como a canção “violência doméstica” do grupo Tribo da Periferia, só terminam tragicamente assim, quando as parceiras encontram dificuldades em denunciar e se manter seguras com isto. No cenário epidémico, apesar de muitas conseguirem denunciar o que fez os números ampliarem, outras passaram a sofrer mais com o maior convívio do seu agressor e sem a possibilidade de um socorro quando estão relacionamento abusivo. Então, foi lançado a campanha de socorro a violência doméstica através de um símbolo X na cor vermelha na mão da vítima em farmácias. Entretanto, a mesma foi divulgada nas redes sociais atingindo um grande números de mulheres, mas também aos seus parceiros que passaram a observar mais o comportamento sobre uma a possibilidade de uma denúncia. A dificuldade em pedirem socorro de uma forma segura, faz as mulheres se calarem cada vez mais.
Assim, medidas factíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessa forma, com o intuito de atenuar os casos, necessita-se, que o Tribunal de Contas direcione capital que, por intermédio do MDH, será revertido na programação de um aplicativo em celulares restrito as mulheres, através leitura biométrica cadastrada em órgão público, com tecnologia de reconhecimento por fotografia da digital, com propósito de atender a todos tipos de celulares, ferramentas de auto-ajuda, socorros discretos e não padronizados, afim de evitar que a vítima sofra alguma retaliação em caso de descoberta do agressor e poder dete-lo através de medidas cabivéis, protegendo as mulheres.