Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 06/08/2020

Durante este cenário pandêmico atual observa-se um alarmante aumento nos casos de violência domiciliar. Esse é um problema antigo que deve ser abordado devido à potencialização que a quarentena causou ao fazer as vítimas passarem mais tempo em casa e, consequentemente, perto de seus agressores. Mas de onde realmente origina estes atos de agressão?

No Brasil, a violência domiciliar é um fenômeno recorrente. Podendo ocorrer contra qualquer um, entretanto o que mais se destaca é a violência contra as mulheres, devido à maior quantidade de casos. Em 2015, o governo brasileiro divulgou um estudo que mostrou que a cada sete minutos uma mulher é vítima de agressão doméstica. São números alarmantes que mostram como é séria essa situação em que nem as próprias casas estão a salvo de atrocidades constantes, e mostram-se até mais perigosas que os ambientes externos.

Como já dito, a quarentena intensificou os casos de agressão domiciliar. No estado de São Paulo houve um aumento de 44,9% no número de mulheres vítimas de agressão doméstica. Este número está claramente associado com maior proximidade dos agressores. Contudo, a violência domiciliar não é algo único deste período. Inclusive, já existem várias iniciativas que visam atender este problema, como a “Delegacia da Mulher”, o programa “Mulher, Viver Sem Violência” e o “Disque 180”. São todas excelentes iniciativas que procuram identificar as vítimas para serem amparadas.

A fim de amenizar essa situação é necessário que a população esteja informada. Programas como o disque 180 devem ser ampliados para que a vítima e espectadores saibam identificar e denunciar corretamente os casos de violência domiciliar. Somente assim este problema poderá realmente reduzir.